Revisão de literatura

Implantes subperiosteais na atrofia severa: o que 30 anos de literatura realmente sustentam

Um conceito de 1941, abandonado nos anos 1990 e trazido de volta pela manufatura aditiva. A pergunta que interessa ao cirurgião não é se funciona — é por quanto tempo, em qual paciente, e sob qual protocolo.

O dilema clínico

Todo cirurgião que trabalha com reabilitação de maxila atrófica conhece o ponto em que as opções acabam. Cawood-Howell V ou VI, seio pneumatizado, crista em lâmina de faca, paciente de 68 anos que já perdeu implantes duas vezes e não aceita mais um enxerto de crista ilíaca. As alternativas clássicas — enxertia extensa, zigomáticos, pterigoides — existem e funcionam, mas cada uma tem seu preço: tempo de tratamento, morbidade de área doadora, curva de aprendizado, ou uma anatomia que simplesmente não coopera.

É nesse espaço que o implante subperiosteal voltou à discussão. Não porque alguém decidiu ressuscitar uma técnica dos anos 1940, mas porque a tomografia de feixe cônico, o desenho assistido por computador e a sinterização direta de titânio resolveram exatamente o problema que matou a técnica original: a adaptação da estrutura ao osso.

O subperiosteal dos anos 1950 era fundido a partir de uma moldagem óssea obtida em uma primeira cirurgia. O fit era aproximado, a estrutura era rígida sobre um osso que remodelava, e a exposição progressiva era quase inevitável. O dispositivo atual é planejado sobre o DICOM do paciente, impresso em Ti6Al4V, e instalado em uma única intervenção. É a mesma ideia; não é o mesmo dispositivo.

A questão, então, é o que a literatura publicada até aqui permite afirmar — e o que ainda não permite.

O que os dados de curto prazo mostram

Há convergência notável entre as revisões sistemáticas para seguimentos de até três anos. Anitua e colaboradores, em revisão de 13 artigos com 227 implantes, registraram 97,8% em função após média de 21,4 meses [1]. Al-Nawas e colaboradores, analisando 24 artigos e 246 implantes, encontraram 97,6% funcionais em média de 17 meses [2]. A meta-análise mais recente, de Cosola e colaboradores, chegou ao mesmo 97,8% para estudos com seguimento de até três anos [3].

97,8%Sobrevida até 3 anos, consistente em três revisões independentes
0,18 mmReabsorção óssea média sob pilares em 1 ano (estudo setorial)
0,26 mmRemodelação média da crista em 1 ano com AMSJI

Do lado ósseo, os achados são melhores do que a intuição sugeriria. Van den Borre e colaboradores sobrepuseram tomografias pré e pós-operatórias de 15 pacientes e mediram remodelação média de 0,26 mm na crista e 0,088 mm no osso de suporte em doze meses [4]. A leitura dos autores é biomecânica: a redução do stress shielding em uma estrutura calibrada não induz atrofia crestal radiograficamente significativa. Vaira e colaboradores, em reabilitações setoriais acompanhadas por até cinco anos, mediram 0,18 mm de reabsorção sob os pilares no primeiro ano [5].

Do lado do paciente, a mudança é expressiva. O escore OHIP-14 caiu de 17,20 para 5,80 em doze meses em coorte prospectiva multicêntrica [6], e a série de 40 pacientes acompanhada por cerca de 2,5 anos manteve satisfação alta [7].

Comparado diretamente ao zigomático em coorte de 150 pacientes ao longo de cinco anos, o subperiosteal apresentou sobrevida estatisticamente equivalente (97,1% contra 96,3%; p = 0,278), com menos peri-implantite e sem as complicações sinusais que ocorreram em 12,4% do grupo zigomático [8]. Há ainda uma diferença prática relevante: o subperiosteal permite reimplantação após falha; o zigomático, não.

Onde a curva muda

Aqui a literatura fica desconfortável, e é a parte que qualquer cirurgião precisa ler antes de indicar.

A mesma meta-análise que registra 97,8% até três anos aponta sobrevida agregada global de 92,4%, com heterogeneidade substancial — e observa que o estudo de maior seguimento publicado, com seis anos, registra queda para 54,1% [3]. Esse estudo é o de Onică e colaboradores: 36 pacientes, 61 implantes, e apenas nove casos considerados bem-sucedidos ao final do período [9]. Os 27 restantes acumularam exposição da estrutura metálica, mobilidade precoce nos primeiros quatro a seis meses, ou mobilidade tardia por infecção recorrente e exposição progressiva.

É um único estudo, e um único estudo não define uma técnica. Mas não há nada publicado nessa faixa de tempo que o contradiga. Afirmar segurança de longo prazo hoje é afirmar além do dado disponível.

"A sobrevida do implante isoladamente superestima o sucesso clínico. Estes implantes devem ser considerados uma opção de resgate para pacientes cuidadosamente selecionados." Cosola et al., 2026 — meta-análise de 268 pacientes e 369 implantes, J Oral Maxillofac Surg

Essa distinção entre sobrevida e sucesso não é semântica. Vatteroni e colaboradores aplicaram critérios explícitos de estabilidade, inflamação e desvio de planejamento a uma coorte de 18 pacientes acompanhada por dois anos: a sobrevida cumulativa foi de 100%, e a taxa de sucesso, de 73,1% [10]. O mesmo grupo de pacientes, dois números que diferem em 27 pontos percentuais. Quando um material cita "97% de sobrevida", está respondendo à pergunta errada.

A complicação que domina — e ela não é o titânio

Em nenhuma das revisões sistemáticas a falha estrutural do dispositivo aparece como causa principal de insucesso. O problema é sempre o mesmo, e é de tecido mole.

  • Exposição parcial em 25,6% dos implantes na revisão de Anitua [1]
  • Exposição parcial em 37% na revisão de Al-Nawas [2]
  • Deiscência de tecido mole em 28,6% na meta-análise específica sobre o tema, com 368 implantes [11]
  • Exposição da estrutura em 65% dos pacientes na coorte que examinou tecidos moles em profundidade [12]

Esse último número merece atenção porque vem do mesmo grupo que publicou os resultados favoráveis de satisfação e remodelação óssea. Não é um estudo de detratores — é o mesmo protocolo, olhado pela lente do periodonto. E é justamente esse trabalho que identifica os fatores de risco com significância estatística: biotipo fino e presença de mucosite (p < 0,05), e tabagismo com risco de recessão aproximadamente sete vezes maior [12].

A meta-análise de deiscência acrescenta um dado que muda o planejamento: a maxila apresenta risco de falha 3,8 vezes maior que a mandíbula (HR 3,843; IC 95% 1,157–12,723; p = 0,028) [11]. Os próprios autores ressalvam que parte disso pode refletir a gravidade dos casos encaminhados a cada sítio, e não o sítio em si. Ainda assim, a diferença é significativa e coerente com o restante da literatura: as séries mandibulares são sistematicamente mais limpas — Vaira e colaboradores relatam 30 implantes em mandíbula posterior sem uma única exposição, infecção ou perda em 22,5 meses [13].

As variáveis que estão sob controle do cirurgião

Se a falha é de tecido mole e não do dispositivo, então o resultado depende de decisões que se tomam antes e durante a cirurgia. A literatura permite identificar quatro com efeito mensurado.

Número de intervenções cirúrgicas

É o achado mais forte de toda a revisão. Sánchez-Labrador e colaboradores analisaram 14 estudos com 958 pacientes e 973 implantes: sobrevida de 100% quando a instalação ocorreu em intervenção única, contra 85% quando houve dois tempos cirúrgicos [14]. O fluxo digital que dispensa a moldagem óssea prévia não é conveniência — é a variável que separa os dois desfechos.

Extensão da reabilitação

Reabilitações parciais fixas apresentam perfil de complicação substancialmente menor: 4,13% de complicações biológicas em 121 implantes, contra as taxas de 25% a 37% observadas em séries predominantemente de arco total [15]. Quanto maior a estrutura, maior a superfície sob risco de exposição.

Seleção do paciente

Biotipo fino, mucosite ativa e tabagismo são os fatores identificados com significância [12]. Nenhum é surpreendente para quem trabalha com periodonto — o que muda é que aqui não há osso interposto entre a estrutura e o tecido mole que a recobre.

Precisão da adaptação

Onde a adaptação falha, a técnica falha. No seguimento de dez anos publicado por Onică e colaboradores, os dois implantes removidos ao longo do período o foram por adaptação inadequada e infecção recorrente [16]. Ayhan e colaboradores registraram problemas de adaptação implante-osso em 11 de 31 pacientes [17]. Vatteroni mediu desvio horizontal médio de 1,46 mm entre o planejado e o obtido — três vezes o desvio vertical [10].

O que a evidência ainda não oferece

Não existe ensaio clínico randomizado sobre implantes subperiosteais customizados. A busca no ClinicalTrials.gov retorna três registros: duas séries de casos sobre acurácia de fluxo digital e um estudo numérico com um único paciente. Nenhum estudo comparativo prospectivo em andamento.

Toda a base disponível é retrospectiva — coortes e séries de casos, com heterogeneidade metodológica que impediu meta-análise quantitativa em pelo menos duas das revisões [1][2]. O relatório de consenso publicado em 2024, após reunião de especialistas no ano anterior, encontrou apenas seis artigos que atendiam a critérios mínimos de inclusão e registrou amplitude de complicações biológicas entre 5,7% e 43,8% [18]. A conclusão dos autores é a formulação mais honesta do estado atual:

"Como os dados disponíveis sobre implantes subperiosteais customizados são muito escassos, não é possível estabelecer recomendações clínicas baseadas em evidência científica." Relatório de consenso, Biomimetics, 2024

Onde a indicação se sustenta

Somando o conjunto, a literatura desenha uma indicação estreita e defensável:

  • Atrofia severa classificada como Cawood-Howell IV a VI
  • Paciente em que enxertia extensa e implantes zigomáticos estão contraindicados, foram recusados, ou já falharam
  • Protocolo digital com instalação em intervenção cirúrgica única
  • Tecido mole adequado — biotipo espesso, ausência de mucosite ativa
  • Paciente não fumante, ou com cessação documentada
  • Consciência explícita, registrada em consentimento, de que os dados de longo prazo além de três anos são limitados a um único estudo publicado

Cosola e colaboradores chamam isso de "opção de resgate para pacientes cuidadosamente selecionados" [3]. A expressão pode soar restritiva, mas descreve com precisão o paciente que efetivamente chega ao consultório com essa demanda — aquele para quem as vias convencionais já se esgotaram. A evidência disponível não invalida a técnica; ela define sua fronteira, e cobra que a indicação seja feita dentro dela.

Quadro-resumo dos estudos

Revisões sistemáticas e meta-análises
EstudoBaseAchado principalDesenho
Cosola et al., 2026
J Oral Maxillofac Surg
268 pac.
369 impl.
97,8% ≤3 anos; 92,4% global; 54,1% no estudo de 6 anos. Complicações de tecido mole como principal causa de falha tardia.Meta-análise
Meta-análise de deiscência, 2026
Int J Oral Maxillofac Implants
14 estudos
368 impl.
Deiscência 28,6%; sobrevida 87,8%; maxila com risco de falha 3,8× o da mandíbula (p = 0,028).Meta-análise
Sánchez-Labrador et al., 2025
Dentistry Journal
958 pac.
973 impl.
Sobrevida 100% em cirurgia única contra 85% em dois tempos cirúrgicos.Meta-análise
Gellrich et al., 2025
Oral Maxillofac Surg Clin N Am
Meta-análise de sobrevida de longo prazo e situação atual dos subperiosteais na reabilitação dentária.Meta-análise
Al-Nawas et al., 2025
Int J Oral Maxillofac Surg
24 artigos
246 impl.
97,6% funcionais em 17 meses; exposição parcial em 37%. Nenhum método de superfície mostrou superioridade.Revisão sist.
Anitua et al., 2024
Int J Implant Dent
13 artigos
227 impl.
97,8% em função em 21,4 meses; exposição parcial 25,6%; infecção 5,3%. Heterogeneidade impediu meta-análise.Revisão sist.
Elsawy et al., 2024
Oral Maxillofac Surg
26 artigos
302 casos
Sucesso 87,7%; sobrevida 95,3%; complicações biológicas 11,5%; protéticas 5,9%.Revisão sist.
Ruiz-Rincón et al., 2025
Br J Oral Maxillofac Surg
96 pac.
121 impl.
Restaurações parciais fixas: sobrevida 99,17%; complicações biológicas 4,13%; mecânicas 7,44%.Scoping
Consenso, 2024
Biomimetics
6 artigosComplicações biológicas de 5,7% a 43,8%; mecânicas de 6,3% a 20%. Sem base para recomendação clínica formal.Consenso
Pellegrino et al., 2025
Dentistry Journal
14 estudos
+ 9 casos
Indicação preferencial em cristas estreitas e atrofia severa; fluxo digital reduz erro técnico.Revisão + série
Coortes e séries clínicas
EstudoAmostraAchado principalSeguimento
Onică et al., 2024
J Personalized Medicine
36 pac.
61 impl.
Apenas 9 de 36 casos bem-sucedidos. Exposição precoce e tardia, mobilidade inicial e infecção recorrente.6 anos
Onică et al., 2025
J Craniomaxillofac Surg
10 pac.8 implantes funcionais; casos de 2015 íntegros aos 10 anos; 2 removidos por adaptação inadequada e infecção.10 anos
Zieliński et al., 2025
J Clinical Medicine
150 pac.Subperiosteal 97,1% vs. zigomático 96,3% (p = 0,278); menos peri-implantite; sem complicação sinusal.5 anos
Vaira et al., 2024
J Craniomaxillofac Surg
36 pac.
72 impl.
Nenhum implante perdido; sucesso 90,3%; exposição classe 1 em 9,7%; sem reabsorção significativa.até 4 anos
Vaira et al., 2025
J Oral Maxillofac Surg
16 pac.
21 impl.
Setorial: sobrevida e sucesso 95,2% em 1 e 5 anos; reabsorção 0,18 mm; sangramento à sondagem em queda.mediana 36 m
Vaira et al., 2024
Int J Oral Maxillofac Surg
17 pac.
30 impl.
Mandíbula posterior: nenhuma exposição, infecção ou perda; sem perda óssea sob pilares.22,5 meses
Vaira et al., 2026
J Craniomaxillofac Surg
14 pac.
20+48 impl.
Reabilitação híbrida (subperiosteal + endósseo): 100% de sobrevida em ambos os sistemas.22,1 meses
Van den Borre et al., 2024
Int J Oral Maxillofac Implants
40 pac.Exposição da estrutura em 65% dos pacientes; biotipo fino e mucosite como fatores de risco; tabagismo ~7×.917 dias
Van den Borre et al., 2023
J Personalized Medicine
40 pac.OHIP-14 médio de 4,20; reabilitação protética concluída em todos os pacientes.917 dias
Van den Borre et al., 2021
Int J Oral Maxillofac Surg
15 pac.OHIP-14 de 17,20 para 5,80 (p = 0,001); expectativas atendidas sem complicações no período.12 meses
Van den Borre et al., 2021
J Clinical Medicine
15 pac.Remodelação de 0,26 mm na crista e 0,088 mm no osso de suporte por sobreposição tomográfica.12 meses
Vatteroni et al., 2025
Int J Oral Maxillofac Implants
18 pac.
26 impl.
Sobrevida 100%, sucesso 73,1% pelos critérios SIO; desvio horizontal médio de 1,46 mm.2 anos
Ayhan et al., 2024
J Craniofacial Surgery
31 pac.
60 impl.
Adaptação inadequada em 11 pacientes; 1 fratura de estrutura; retração de tecido mole em 12; 5 infecções.15 meses
Korn / Gellrich et al., 2021
J Stomatol Oral Maxillofac Surg
10 pac.
13 impl.
Todos clinicamente estáveis; complicações menores sem levar a falha; indicação após falha de implante prévio.8,2 meses
Ravelo et al., 2026
J Oral Implantology
8 pac.
16 próteses
Satisfação (EVA) 8,4; três complicações — duas exposições vestibulares e uma fístula oroantral fechada.20,1 meses
Mommaerts, 2019
Int J Oral Maxillofac Surg
9 pac.Registro das modificações sucessivas de desenho e biofuncionalização ao longo de três séries.2 anos
Cawood et al., 2016
Eur J Oral Implantol
5 pac.
10 disp.
Estudo-piloto com dispositivo distinto (Onplant) interrompido: perda de todos os dispositivos na carga protética.interrompido
Estudos biomecânicos — evidência pré-clínica
EstudoObjetoAchado principalMétodo
Van den Borre et al., 2021
Int J Oral Maxillofac Surg
AMSJIDesempenho seguro em oclusão média de 200 N por 15 anos. Em atrofia classe VIII e bruxismo excessivo, o modelo prevê fadiga e possível falha.MEF
Deniz & Yurttutan, 2025
BMC Oral Health
3 modelosMenor tensão óssea no subperiosteal com ancoragem em contraforte zigomático; maior no convencional e no zigomático.MEF
Estudo comparativo, 2023
Int J Oral Maxillofac Implants
4 modelosMaior tensão de tração no grupo com enxerto de ilíaco sob carga vertical; subperiosteais em titânio e PEEK comparados.MEF
Estudo de geometria, 2023
Int J Medical Sciences
11 pac.Geometria em dois corpos reduz tensão em relação ao monobloco (124–178 MPa contra 131–206 MPa).MEF
Titânio vs. PEEK, 2022
J Stomatol Oral Maxillofac Surg
2 modelosPEEK reforçado com fibra de carbono a 60% exibe comportamento ósseo semelhante ao titânio; requer validação clínica.MEF
Zircônia estabilizada, 2024
Dental Materials
1 modeloOtimização topológica reduz massa em 13,1% e aumenta área de superfície em 208,7%; tensões dentro do tolerável.MEF

MEF: método dos elementos finitos. Estudos biomecânicos descrevem comportamento sob carga simulada e não substituem evidência clínica. Onde o desenho original é série de casos ou relato, isso está indicado — a hierarquia de evidência deve ser considerada na leitura de cada linha.

Referências

  1. Anitua E, et al. Clinical performance of additively manufactured subperiosteal implants: a systematic review. Int J Implant Dent. 2024. doi:10.1186/s40729-024-00521-6
  2. Al-Nawas B, et al. Virtual surgical planning and customized subperiosteal implants: a systematic review. Int J Oral Maxillofac Surg. 2025. doi:10.1016/j.ijom.2025.04.001
  3. Cosola S, et al. Clinical outcomes, survival, and complications of customized CAD/CAM 3D-printed titanium subperiosteal implants. J Oral Maxillofac Surg. 2026. doi:10.1016/j.joms.2026.02.019
  4. Van den Borre C, et al. Radiographic evaluation of bone remodeling after AMSJI in the maxilla: a one-year follow-up study. J Clin Med. 2021. doi:10.3390/jcm10163542
  5. Vaira LA, et al. Custom fabricated subperiosteal implants for sectional rehabilitation of severely atrophic maxillae. J Oral Maxillofac Surg. 2025.
  6. Van den Borre C, et al. Patient- and clinician-reported outcomes for the AMSJI in the maxilla: a prospective multicentre one-year follow-up study. Int J Oral Maxillofac Surg. 2021. doi:10.1016/j.ijom.2021.05.015
  7. Van den Borre C, et al. Patient satisfaction and impact on oral health after maxillary rehabilitation using a personalized AMSJI. J Pers Med. 2023. doi:10.3390/jpm13020297
  8. Zieliński R, et al. Five-year comparative study of zygomatic and subperiosteal implants. J Clin Med. 2025.
  9. Onică N, et al. Long-term clinical outcomes of 3D-printed subperiosteal titanium implants: a 6-year follow-up. J Pers Med. 2024.
  10. Vatteroni E, et al. A retrospective radiologic and clinical survey of full-arch immediate fixed prostheses supported by custom-made 3D-printed subperiosteal titanium implants: implant success code. Int J Oral Maxillofac Implants. 2025. doi:10.11607/jomi.11210
  11. Soft tissue dehiscence and survival of customized CAD/CAM titanium subperiosteal implants: a systematic review and meta-analysis. Int J Oral Maxillofac Implants. 2026.
  12. Van den Borre C, et al. Soft tissue response and determination of underlying risk drivers for recession and mucositis after AMSJI implantation in the maxilla. Int J Oral Maxillofac Implants. 2024. doi:10.11607/jomi.10490
  13. Vaira LA, et al. Implant-prosthetic rehabilitation of the atrophic posterior mandible with additively manufactured custom-made subperiosteal implants: a cohort study. Int J Oral Maxillofac Surg. 2024.
  14. Sánchez-Labrador L, et al. Clinical performance of subperiosteal implants in the full-arch rehabilitation of severely resorbed edentulous jaws: a systematic review and meta-analysis. Dent J. 2025. doi:10.3390/dj13060240
  15. Ruiz-Rincón M, et al. Clinical behaviour and complications of CAD-CAM subperiosteal implants supporting fixed partial restorations: a scoping review. Br J Oral Maxillofac Surg. 2025.
  16. Long-term clinical results of additively manufactured subperiosteal implants for the treatment of the severely atrophic maxilla. J Craniomaxillofac Surg. 2025. doi:10.1016/j.jcms.2025.04.021
  17. Ayhan M, et al. Evaluation of clinical success of the 3D-printed custom-made subperiosteal implants. J Craniofac Surg. 2024.
  18. Customized subperiosteal implants for the rehabilitation of atrophic jaws: a consensus report and literature review. Biomimetics. 2024.
  19. Vaira LA, et al. Full-arch rehabilitation of severely atrophic maxilla with additively manufactured custom-made subperiosteal implants: a multicenter retrospective study. J Craniomaxillofac Surg. 2024. doi:10.1016/j.jcms.2024.06.016
  20. Korn P, Gellrich NC, et al. Managing the severely atrophic maxilla: farewell to zygomatic implants and extensive augmentations? J Stomatol Oral Maxillofac Surg. 2021. doi:10.1016/j.jormas.2021.12.007
  21. Gellrich NC, et al. Long-term survival of subperiosteal implants: meta-analysis and current status of subperiosteal implants for dental rehabilitation. Oral Maxillofac Surg Clin North Am. 2025. doi:10.1016/j.coms.2024.09.006
  22. Deniz B, Yurttutan ME. Biomechanical evaluation of conventional, zygomatic, zygomatic bone anchored subperiosteal and maxilla anchored subperiosteal implants applied to totally edentulous maxilla. BMC Oral Health. 2025. doi:10.1186/s12903-025-06387-3

Sobre esta revisão. Levantamento realizado em agosto de 2026 nas bases PubMed (U.S. National Library of Medicine), Consensus e ClinicalTrials.gov (NIH/NLM). Foram incluídas revisões sistemáticas, meta-análises, coortes, séries de casos e estudos biomecânicos publicados em inglês sobre implantes subperiosteais customizados por manufatura aditiva ou fresagem.

Natureza do conteúdo. Este texto é uma revisão de literatura publicada, destinada a profissionais de odontologia e cirurgia bucomaxilofacial. Não constitui recomendação clínica, protocolo de tratamento ou promessa de resultado terapêutico. A indicação, o planejamento e a execução de qualquer procedimento são de responsabilidade exclusiva do cirurgião responsável, considerando as particularidades de cada paciente.

Conflito de interesse. Esta revisão foi compilada pela CUBO Biomedical, fabricante de dispositivos customizados em titânio. Os dados apresentados — favoráveis e desfavoráveis — reproduzem os achados publicados pelos autores originais, cujas referências estão integralmente listadas acima para consulta direta.

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